Há relatos que na Grécia antiga na
tentativa de fazer com que seus corredores corressem mais eles soltavam
até leões atrás dos corredores.
Nada do que fizeram deu certo, até
que décadas mais tarde com auxilio da medicina finalmente chegaram à conclusão de que era impossível uma pessoa correr
a milha em menos de quatro minutos, devido à anatomia humana, resistência
do ar, fôlego, etc.
Todos acreditaram
nessa impossibilidade menos Roger Bunnister que conseguiu correr a milha
em menos de quatro minutos em 1953.
Essa façanha quebrou um paradigma e abriu caminho para que em menos de
um ano mais de 37 atletas também conseguissem o mesmo feito.
Se não houve modificações na anatomia
humana, nem grandes inovações na metodologia de treinamento, O que foi
que aconteceu? Simplesmente surgiu um exemplo inspirador a ser seguido,
que contagiou e mostrando, mais uma vez o quanto um bom exemplo pode influenciar
no comportamento humano.
Percebo nos trabalhos que realizo nas
empresas que as que mais tem dificuldade em influenciar o comportamento
dos seus colaboradores, são aquelas que destacam muito mais os números
que os exemplos a serem seguidos. Elas costumam até premiar os melhores
vendedores, mas tem dificuldade de catalogar, relatar e destacar comportamentos
dignos de serem seguidos.
Recentemente uma empresa do varejo
ficou surpresa com os resultados do programa de qualidade no atendimento,
que se mobilizou em duas frentes, a primeira fazia com que os colaboradores
buscassem os seus próprios exemplos de bons atendimentos e serviços fora
da empresa e a outra destacava e homenageava os colaboradores que eram
elogiados pelos seus Clientes. Em poucos meses 70% dos seus colaboradores
já tinham sido homenageados de alguma forma, o que representa um índice
de assimilação e envolvimento formidável.
As nossas pesquisas demonstram que
ainda temos um bom caminho a percorrer, 85% dos colaboradores entrevistados
responderam que as empresas onde trabalham e os Clientes não sabem dar
o devido valor ao seu trabalho, mas o que mais chama a atenção é que deste
mesmo universo de pesquisados que se ressentem da falta de valorização,
apenas 5% tem o hábito de elogiar e valorizar quando recebem um bom atendimento
ou serviço.
Se você não está acostumado a valorizar
o que fazem para você, não espere o mesmo dos outros.
A Bíblia na sua divina sabedoria nos ensina no livro de São Mateus 07:12 "Tudo
quanto quereis que os outros vos façam, fazei vós também".
É impressionante o quanto um elogio
pode ajudar uma pessoa no seu desenvolvimento profissional e pessoal e
o quando nos sentimos melhor exercitando a gratidão e o reconhecimento.
Percebemos pela quantidade de consultas
que recebemos, solicitando exemplos que possam mostrar o que é um bom
atendimento e serviço, o quanto estamos carentes de bons exemplos a serem
seguidos.