Um ambicioso cacique queria que sua aldeia prosperasse, desejando torná-la a mais poderosa da região e dominante sobre todas as outras.

Foi quando esse indicou o chá Ahnag Edrep, que deveria de ser consumido regularmente para estimular o espírito competitivo. Junto com o chá, o cacique deveria promover vários tipos de competição, desde caça até pesca e lutas, além de providenciar campos de treinamentos especiais.

Como fruto desse trabalho, surgiam atletas especiais, com corpos esculturais que se tornavam celebridades. Os fortes e ganhadores colecionavam troféus e eram idolatrados.

Alimentados pela ambição de que os fins justificavam os meios, a vitória era perseguida a qualquer custos. Assim, práticas ilícitas e compra de favores passaram a ser toleradas nos porões obscuros daquela comunidade.

De uma maneira velada, essas práticas eram toleradas em nome da dita prosperidade que ninguém mais cogitava abrir mão, pois esse era o preço imposto que parecia que todos estavam dispostos a pagar.

O cacique já idoso idolatrado pela espetacular prosperidade que tinha trazido para alguns às custas de um fosso social que gerava grandes tensões e conflitos entre perdedores e ganhadores percebia que a violência estava crescendo e assassinatos e suicídios estavam passando dos limites. Isso o entristeceu muito.

Ele quereria resolver o problema novamente e chamou o Pagé em busca de uma nova fórmula para driblar aquela situação, foi quando ele indicou outro chá, o de Ahnag Ahnag. Este chá era muito raro, considerado extinto por alguns, mas o cacique organizou uma expedição na mata fechada para buscar esse raro elixir.

Depois de muito esforço, ele foi encontrado e trazido para a aldeia, o que fez com que todos passassem a consumir esse chá. O problema é que ele causava um efeito colateral desagradável, enrijecia os braços, tornando impossível que as pessoas se alimentassem.

Como resolver o problema?

Aquela situação preocupou muito o cacique, que começou a temer pela vida de seus aldeões, que poderiam morrer de fome. Foi quando ele chamou pelo pagé novamente para cobrar uma solução.

– Chamei você para resolver o problema dos assassinatos e mortes e a sua solução é matar a todos de fome – disse o cacique irado com o pagé.

O pagé respondeu: 
– Olhe, o melhor grande líder, tem um grupo que não está morrendo de fome, pelo contrário, vem se fortalecendo.

Foi quando o cacique mandou chamar esse grupo para entender o que estava acontecendo e eles explicaram que a solução era um alimentar o outro. Já que ninguém mais poderia trazer comida a sua própria boca, era preciso essa ajuda mútua.

Se invertemos as palavras Ahnag Edrep, temos “Ganha” “Perde“. Essa é uma filosofia facilmente disseminada de que, para alguém ganhar, o outro precisa perder. Trata-se de um caminho mais fácil, que requer menos criatividade e grande brutalidade e falta de respeito.

Por outro lado, se invertemos as palavras Ahnag Ahnag, que era o segundo chá, temos as palavras Ganha Ganha. Essa é uma relação que requer mais criatividademenos ganância e a consciência de que menos é mais. Precisamos de muito mais inteligência e criatividade para agirmos com simplicidade.

Essa fábula trata de dois estilos de vida, o ganha ganha e o ganha perde, entre esses dois extremos existem duas outras posturas: a perde perde e a perde ganha. São essas quatro formas de agir que terminam o verdadeiro nível de satisfação e a sustentação dos seus resultados. Você sabe qual é o seu estilo predominante de vida? Isso é fundamental para a compreensão dos resultados que você pretende obter.

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