Aldeia dos Braços Duro - Parte I             por Darcio Corrêa Jr*


Um líder de uma aldeia achando que a sua comunidade poderia conquistar mais do que tinha, resolveu motivar o grupo, concedendo algumas honrarias e benefícios especiais aqueles que se mostravam mais competentes no exercício de suas atividades.

Os resultados pareciam ser muito animadores, a caça e a pesca passaram a ser mais produtivas e agora já se podia até pensar em lutar por conquista de novos territórios. Mas algumas seqüelas começaram aparecer: inveja, intrigas, rivalidades que criaram divisões no grupo.

No inicio o líder achou que era o preço que a comunidade tinha que pagar pelo progresso, mas as disputas internas começaram a se intensificar até que houve uma morte decorrente de uma intriga.

Nunca na história daquela comunidade houve uma morte desse tipo, isso preocupou muito aquele líder que resolveu tomar algumas providências, mas todas as tentativas simplesmente não faziam mais efeito.

Ele então, resolveu recorrer ao pajé, que preparou uma porção mágica para todos na aldeia beberem. Aquele preparado fez com que as articulações dos braços se enrijecessem o que impedia entre outras coisas, de se alimentarem o que começou a gerar sérios problemas de desnutrição.

Com o passar de alguns dias o líder percebeu que um grupo que havia se afastado do centro da aldeia, não apresentava sinais de desnutrição como os demais, ao observar melhor ele percebeu que aquele grupo estava conseguindo fazer quase tudo com a ajuda um do outro, inclusive comer.

Foi então que aquele líder percebeu que era esse espírito de cooperação que ele realmente precisava na aldeia e passou a incentivar esse comportamento de reciprocidade no restante do grupo. 

Agora que aquela aldeia tinha aprendido a lição do valor da cooperação e o sabor da conquista coletiva, eles queriam voltar a ter os braços como antes. Saiba como o Pajé  resolveu esse problema na próxima parte do nosso artigo. 

Conclusão

O índice de reciprocidade é o melhor indicativo do sucesso de uma comunidade, quanto mais rico e intenso for o intercâmbio de conteúdos, recursos, experiências e conhecimento, maiores serão as chances de prosperidade da mesma.

O valor do elemento de troca não é o mais importante, mas a intenção de contribuir de alguma forma para o grupo. Pode ser a troca de elogios, abraços, beijos, frases, sugestões, idéias, pensamentos, artigos, poesias, feedback, etc. O que realmente importa que todos participem de alguma forma e se sintam parte integrante do grupo.

A Internet com a sua extraordinária capacidade de interligar pessoas vem viabilizando a formação de comunidades virtuais, os internautas percebendo as vantagens de fazer parte de um grupo vem tornando a navegação solitária em uma aventura para poucos.

Aqueles que quiserem fazer parte de uma comunidade e aproveitar os benefícios que ela pode proporcionar deve exercitar a sua capacidade de cooperação, contribuindo de alguma forma para o grupo, afim de ser indispensável para o mesmo.

As pessoas estão sentindo cada vez mais os benefícios de estarem interligadas, o empreendedor que ajudar nesse processo poderá formar um mercado valioso para o seu negócio.

Para refletir:

Se você sair hoje do grupo será que alguém sentirá a sua falta?

Como está a sua conta na comunidade, você tem dado ou recebido mais?

Darcio Corrêa JrConsultor e Diretor da Contatos Consultoria Ltda - especializada em Sistemas de Controle de Qualidade de Atendimento, escritor e colunista

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