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Um
líder de uma aldeia achando que a sua comunidade poderia
conquistar mais do que tinha, resolveu motivar o grupo, concedendo algumas
honrarias e benefícios especiais aqueles que se mostravam mais competentes
no exercício de suas atividades.
Os resultados pareciam
ser muito animadores, a caça e a pesca passaram a ser mais produtivas
e agora já se podia até pensar em lutar por conquista de novos territórios.
Mas algumas seqüelas começaram aparecer: inveja, intrigas, rivalidades
que criaram divisões no grupo.
No inicio o líder
achou que era o preço que a comunidade tinha que pagar pelo progresso,
mas as disputas internas começaram a se intensificar até que houve uma
morte decorrente de uma intriga.
Nunca na história
daquela comunidade houve uma morte desse tipo, isso preocupou muito aquele
líder que resolveu tomar algumas providências, mas todas as tentativas
simplesmente não faziam mais efeito.
Ele então, resolveu
recorrer ao pajé, que preparou uma porção mágica para todos na aldeia
beberem. Aquele preparado fez com que as articulações dos braços se
enrijecessem o que impedia entre outras coisas, de se alimentarem
o que começou a gerar sérios problemas de desnutrição.
Com o passar de alguns
dias o líder percebeu que um grupo que havia se afastado do centro
da aldeia, não apresentava sinais de desnutrição como os demais,
ao observar melhor ele percebeu que aquele grupo estava conseguindo fazer
quase tudo com a ajuda um do outro, inclusive comer.
Foi então que aquele
líder percebeu que era esse espírito de cooperação que ele realmente precisava
na aldeia e passou a incentivar esse comportamento de reciprocidade
no restante do grupo.
Agora que aquela
aldeia tinha aprendido a lição do valor da cooperação e o sabor da
conquista coletiva, eles queriam voltar a ter os braços como antes. Saiba como
o Pajé resolveu esse problema na próxima parte do nosso artigo.
Conclusão
O índice de reciprocidade
é o melhor indicativo do sucesso de uma comunidade, quanto mais rico e
intenso for o intercâmbio de conteúdos, recursos, experiências e conhecimento,
maiores serão as chances de prosperidade da mesma.
O valor do elemento
de troca não é o mais importante, mas a intenção de contribuir de
alguma forma para o grupo. Pode ser a troca de elogios, abraços, beijos,
frases, sugestões, idéias, pensamentos, artigos, poesias, feedback,
etc. O que realmente importa que todos participem de alguma forma
e se sintam parte integrante do grupo.
A Internet com a sua
extraordinária capacidade de interligar pessoas vem viabilizando a formação
de comunidades virtuais, os internautas percebendo as vantagens
de fazer parte de um grupo vem tornando a navegação solitária em
uma aventura para poucos.
Aqueles que quiserem
fazer parte de uma comunidade e aproveitar os benefícios que ela pode
proporcionar deve exercitar a sua capacidade de cooperação, contribuindo de
alguma forma para o grupo, afim de ser indispensável para
o mesmo.
As pessoas estão sentindo
cada vez mais os benefícios de estarem interligadas, o empreendedor
que ajudar nesse processo poderá formar um mercado valioso para o seu
negócio.
Para refletir:
Se você sair hoje
do grupo será que alguém sentirá a sua falta?
Como está a sua conta
na comunidade, você tem dado ou recebido mais?
Darcio
Corrêa Jr - Consultor
e Diretor da Contatos Contatos Consultoria Ltda -especializada
em Sistemas de Controle de Qualidade de Atendimento, escritor e colunista:
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