Vivia num pequeno vilarejo um andarilho, que dependia dos outros para sobreviver. Ele andava de um lado para outro sempre arrastando uma grande caixa. Mesmo sendo um dolorido sacrifício ele não abandonava o seu fardo por nada.

Um dia chegou ao vilarejo um viajante a procura do “homem da caixa”, como ele passou a ser conhecido e indagou: o que faz você não largar essa caixa de jeito nenhum ?

Foi quando ele contou que acreditava que dentro dela havia um valioso tesouro que mudaria a sua vida. Para abri-la, dependia apenas de encontrar a CHAVE.

O viajante perguntou:
    – o que faz você acreditar que realmente tem algo valioso aí dentro ?
    – eu ganhei essa caixa de um homem muito rico, por isso acredito que tem algo precioso nela.

O viajante olhou para aquela surrada caixa e disse:

    – Se eu lhe disser que tenho a chave capaz de abrir a sua caixa, você me daria dois terços do que está aí dentro?

    – você não acha um preço muito alto? – o andarilho questionou depois de uma tempo de reflexão.

    – Quanto vale um tesouro escondido, que não é útil e pode ser compartilhado ? – questionou o viajante.

O homem da caixa olhou para a sua carga: pensou e pensou e não aceitou a proposta.

O viajante então se levantou para ir embora. O homem da caixa pediu que não partisse sem antes dizer o seu nome.

– Rivres – ele respondeu.

O que você faria no lugar do “homem da caixa”? Será que você também não está agindo como ele arrastando seus sonhos e projetos de uma lado para outro, sempre esperando uma oferta melhor, dizendo que não vale a pena?

Quantas oportunidades você já perdeu por não querer pagar o preço da CHAVE?

Todos temos o tesouro do autoconhecimento dentro de nós, que precisa ser aberto. Infelizmente muitos passam a vida arrastando o seu tesouro esperando que ele se abra por um milagre.

Tenho visto pessoas gastando tempo e recursos para aprender a lidar com computador, com  celular, fazendo faculdade, porém, poucas investindo no autoconhecimento, passando a vida toda arrastando suas caixas, sem de fato conseguir abri-las.

De que aproveitaria conhecer o mundo todo e não conhecer a si próprio?

Venho constatando ao longo de mais de duas décadas, trabalhando com empreendedores e empresários, que não passa de 6% o número de pessoas que realmente investem no seu autoconhecimento e conseguem usufruir do seu tesouro de fato.

Quando não conseguimos viver o nosso valor somos consumidos pela tristeza e frustração, andando de um lado para outro sem propósito.

Invertendo a palavra RIVRES, temos o verbo SERVIR. De nada adianta termos todo o talento do mundo, se ele não tornar-se útil a alguém. Como podemos ser valorizados se não sabermos o nosso valor ?  

Até quando você vai ficar esperando por uma melhor proposta para abrir a sua caixa de tesouro?  

Uma pessoa comum olha para uma pedra e vê um obstáculo; o escultor vê possibilidade de transformá-la numa bela escultura. E você, como tem visto a realidade a sua volta? Tem visto mais pedras e obstáculos que possibilidades de mostrar o seu valor pelo servir?

É triste vermos pessoas tendo a sua essência sugada, acreditando que sua única opção é aceitar tudo isso.  Se eu tivesse que dar um único conselho seria: tenha coragem de dizer “não” e aprenda a se valorizar antes que a sua essência seja totalmente consumida.

Invista no seu autoconhecimento. Não perca nenhuma oportunidade de servir; você vai se surpreender com a riqueza que vai encontrar.

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